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O primeiro conto foi publicado em 4 de junho de 2009. De autoria própria, segue abaixo:

  

Palavras lascívas 

Já tivemos fotos, vídeos e poesia… então vamos abrir a categoria de contos.

Desconhecido

Quando o frescor da noite tocou-lhe as partes baixas por sob a saia, sentiu um arrepio que percorreu-lhe a espinha até a nuca, fazendo ouriçar os pequeninos pelos em seu pescoço. Quando ela marcara o encontro pela internet, a imensidão da loucura não havia lhe ocorrido, mas agora que acabara de trancar a porta da sala e dirigia-se ao portão para encontrar com o estranho, o medo começava a brotar e com ele, a excitação do momento: ela marcara um encontro pela internet com um homem que nunca vira e ainda passara o endereço de sua casa. E agora o estranho estava à porta, esperando-a para saírem.

Ela o havia conhecido pela internet e o papo, a gentileza, as palavras cativantes e o perfil interessante acabaram por atraírem-na, ela acabou se deixando levar pelo impulso da excitação e marcou de se encontrarem. Mas ali, na hora de sair, o medo bateu e ela, por um instante, pensou em desistir, porém, quando percebeu que ele a vira, foi adiante com o combinado. Atravessou o portão com sua saia preta, rodada, curta o suficiente pra revelar suas belas pernas sem parecer vulgar, e uma blusa também preta, com um discreto decote. Uma sandália de tira preta, o cabelo molhado, cuidadosamente arrumado para estar bagunçado, e a maquiagem completavam o visual, sexy e provocante, como ela queria.

O homem estava ali, escorado no carro. Mais alto do que aparentava nas fotos, barba e cabelos negros e cacheados, jeans preto e uma camisa também preta, além dos óculos escuros. Quando ela surgiu, ele foi em sua direção e retirou os óculos, revelando belos olhos castanhos, e a cumprimentou com um singelo beijo na face prontamente retribuído por ela por um beijo também na face, mas ela fizera com que seu corpo encostasse no dele e ambos puderam sentir o calor um do outro, por um breve momento.

“Vamos?”, ele perguntou, e ela assentiu com a cabeça, entrando no carro após ele abrir a porta. Ele a levou em um barzinho underground, música boa. Jantaram, beberam, conversaram um pouco, mas não o suficiente para saberem exatamente quem era aquele estranho na sua frente. Para cada um deles, continuava sendo um estranho e talvez isso a excitasse ainda mais. Ele a convidou para uma dança. Ela aceitou. E dançaram ao ritmo de um blues, seus corpos juntos pela primeira vez desde o encontro no portão. Ele aproximou seu nariz do pescoço dela e cheirou o delicioso perfume e ela sentiu o dele, maravilhoso. Fechou seus olhos enquanto abraçava aquele homem e sentiu algo percorrer-lhe o corpo. Queria sumir dali com ele, pra um lugar onde pudessem ficar mais próximos do que estavam… Bem mais próximos…

Fim da noite. Ele a levou em casa, foi convidado a entrar. Ela estava decidida a tê-lo. Ele entrou. Assim que ela fechou a porta, um beijo, súbito, quase um ataque. E ela retribuiu sentindo-se maravilhada por finalmente ter sua boca tocando aqueles lábios rodeados por sua barba negra. E em pouco tempo, o que era beijo transforma-se num desejo louco e desenfreado. Ela despe-lhe a camisa e abre os botões de sua calça, colocando o membro já enrijecido para fora, acariciando-lhe com as mãos. Um beijo na pontinha, sua língua desliza por ele, mais beijos e logo ela tem sua boca toda envolvendo-lhe o membro, abocanhando-o num sobe e desce enquanto olha para o estranho, satisfazendo-se com a expressão de prazer em seu rosto. O homem delira.

Um novo ataque. Ele segura a cabeça dela, tirando sua boca de seu membro e despindo-lhe a saia, revelando a pequenina lingerie preta. Linda. Sua boca percorre o pescoço da jovem, beijando-lhe e mordiscando-lhe, sentindo seu perfume e enlouquecendo-a de tesão. A blusa desaparece. Sua boca percorre agora os seios, pequenos e belos. A boca em um, a mão em outro. Mais beijos, mais mordidas, mais lambidas. Sua língua percorre a auréola e o bico dos seios e a mulher sente o corpo todo estremecer com aquela língua maravilhosa chupando-a. Ele coloca um seio inteiro na boca e depois apenas o biquinho e então apenas uma lambida e uma mordiscada, passando a brincar com o outro. Ela geme. Geme e sussurra “me come”. Ele sorri.

Termina de tirar a roupa dela e agora a jovem está completamente nua, sem vergonha de ter um estranho olhando para seu corpo. Ela é apenas desejo e luxúria agora. E a boca do homem não para. Percorre-lhe a barriga e o baixo ventre, mas salta para os pés. Ele beija seus pés e coloca o dedão na boca, chupando. Ela sente arrepios. Beijos nos pés e nas pernas, subindo devagar. Ela sente o corpo todo estremecer. Ele beija-lhe as mãos. Ela fecha os olhos. Ele faz sua língua deslizar pela palma de sua mão, alternando entre beijos e lambidas. Ela se ouriça toda. Nunca imaginara que uma lambida na mão pudesse lhe trazer tanto prazer. Ele morde-lhe os pulsos, beija-lhe os braços e acaba novamente nos seios. E já ela poderia ter gozado só por essas carícias, tamanho era seu tesão, mas o homem continuou. E desceu novamente, beijando-lhe o baixo ventre. Mordeu-lhe a parte interna da coxa, lambeu-lhe as virilhas e então, finalmente, chegara lá. Um beijo em seus grandes lábios, ela estremece, arqueando o corpo para trás. Sua língua então deixa a boca para separar os grandes e pequenos lábios, invadindo o interior de sua vagina, para sair logo em seguida e subir, roçando em seu clitóris e fazendo com que estremeça da cabeça aos pés, arqueando seu corpo, quase não agüentando mais de tanto tesão. E ele chupa e mordisca, beija e lambe. E ela geme. Geme como nunca gemeu antes. Nenhum cara nunca a havia chupado como esse. Nenhum cara nunca havia a feito gozar com sexo oral. E ela explodiu num orgasmo devastador, caindo quase desfalecida no colchão. Colchão? Ela nem se lembrava de quando teria vindo parar em sua cama, mas ele diz que a trouxe no colo.

Ela então se sente mal por não ter dado a devida atenção à seu querido estranho e volta-lhe a chupar. E dessa vez, é o homem quem geme. Ela chupa e lambe, desliza sua língua por todo o membro e em seguida o coloca inteiro na boca, enquanto sua mão massageia o saco. E sua língua lambe-lhe também as bolas, fazendo eriçar os pelos, e chupa-lhe novamente. Sempre olhando nos olhos de seu companheiro. Ela o chupou até que ele gozasse e enchesse sua boca com seu esperma. Nenhuma gota de seu néctar foi desperdiçada. E agora, ela estava novamente excitada.

Não demorou muito para que ele se restabelecesse. Apenas algumas carícias e estava novamente de pé, rijo como rocha. O homem então a deitou sobre o colchão, com novas carícias. Não só sua boca beijava-lhe as partes, como também as mãos percorriam seu corpo, excitando-a e fazendo-a delirar. Ele então se posicionou sobre ela, colocando seu membro duro na entrada de sua vagina e penetrou-lhe lentamente, fazendo com que ela sentisse toda a extensão de seu membro entrando em sua vagina, encharcada de tesão. Ela geme. Ele começa então o vai e vem, seu corpo peludo sobre o dela, seu peito roçando nos seios dela. Ela geme. A velocidade aumenta, o homem geme, ela geme, eles maravilham-se. Sentem-se um. Sentem-se como se conhecessem cada centímetro do corpo do outro. Parecia que ele sabia exatamente como e onde tocá-la. E ela sentia o mesmo. E eles se comeram e se amaram e gozaram juntos.

Ela então virou-se, de quatro. Ele a penetrou novamente. As pernas dela juntas entre as dele proporcionavam uma penetração maravilhosa, seu membro esfregando em toda a extensão da vagina dela, estimulando o clitóris por dentro. Ela gemia. Ele metia com força. Ela gemia. Ele então deu-lhe um tapa nas nádegas. Ela urrou… de prazer. E ele meteu com mais força, alternando metidas fortes com tapas. Ela urrava e gemia. Novamente gozaram.

Ele se  deitou, cansado. Ela também estava cansada, mas resolveu voltar a agradar-lhe. Um homem que a comia daquele jeito merecia tudo. E então ela voltou a chupá-lo e, pouco tempo depois, o membro estava novamente enrijecido. Ela montou por cima do homem e encaixou-se no membro duro, cavalgando-o. Sentia o pênis duro tocar-lhe o útero, uma leve dor que lhe trazia um prazer imenso. E cavalgou-lhe como uma amazona, levando o homem ao delírio. Ele a segurava pelo quadril, ajudando-a no sobe e desce. Eles gemiam, urravam. Ela gozou novamente. Ele segurou-se. Ela deitou-se, exausta, mas ele não deu tempo de descanso. Colocou-se de joelhos com as pernas abertas na altura dos seios dela e encaixou seu membro ainda duro na boca da jovem, segurando-a pelos cabelos e balançando o quadril até a excitação máxima, quando ele retira seu pênis e goza no rosto da mulher, enchendo sua companheira de porra, que escorre pelo resto e pelos seios. Ele cai cansado, desfalecido. Ela adorou.

Deitados, descansam um momento. Ela aprecia seus belos olhos castanhos. Sente-se encantada. Ele a vira apenas uma vez, mas sente-se fascinado, maravilhado. Eles têm a sensação de que se conhecem há séculos, mas se viram pela primeira vez há poucas horas. Ela sente-se apaixonada por aqueles olhos. Ele sente-se apaixonado por aquele sorriso. E não só olhos e sorriso, sentem-se encantados e totalmente fascinados um pelo outro, mas não admitem. Apenas ficam deitados juntos, apreciando-se, descansando. Dormem, ela em seus braços.

Na manhã seguinte, um banho juntos, e novamente se comem debaixo do chuveiro. Tomam café juntos, como se fossem velhos amantes, e era assim que se sentiam. Completamente apaixonados um pelo outro. Mas não admitiam. Ele precisava ir embora. Dentro de pouco teria que entrar no trabalho. Ela também. Despediram-se, mas marcaram de se ver novamente. Ela não conseguiria viver em paz se não possuísse novamente aquele homem. Ele não conseguiria dormir se não tivesse novamente aquela mulher em seus braços. E assim ficaram de se ver novamente. E ambos mantiveram seu amor escondido do outro, esperando que ele estivesse grande demais para ser contido.


As belas imagens que ilustram esse conto fazem parte da série “Last Order”, que pode ser encontrada na galeria do =TylersAngel, no DeviantArt.